Ayrton Busch permanece em resistência!

Na manhã de hoje, 07/12/2015, o diretor da Escola Estadual Ayrton Busch fez uma denúncia para a polícia de que a escola havia sido desocupada e que furtos estavam acontecendo. Os cadeados que trancavam os portões foram quebrados por professores, diretor e coordenadoras, permitindo com que entrassem no prédio junto com a polícia. Após verificarem a permanência da ocupação e a não ocorrência de furtos, os policiais se retiraram, entretanto, professores, funcionários e estudantes que não constroem o movimento permaneceram dentro do recinto pressionando a ocorrência de aulas.

A desocupação estava prevista para amanhã, agora haverá nova assembleia para definir o fim da ocupação. Em reportagem transmitida na TV Tem (afiliada da Rede Globo), o apresentador Evandro Cini afirmou que a Diretoria de Ensino está aberta a diálogo, mas que os estudantes se recusam a discutir. Bem, a escola estava ocupada, trancada e com a presença de apoiadores do movimento no portão; uma conversa com qualquer pessoa na frente da escola já resultaria na ciência de que os estudantes permaneciam ocupados, não há justificativa para o arrombamento dos cadeados ou para a alegação de furtos. O diretor usou de uma denúncia falsa para tentar criminalizar o movimento e implodi-lo violentamente: quem não está dialogando não são os estudantes!

Lembramos que foi publicado neste sábado (05/12), no Diário Oficial, a revogação do decreto nº61.672, de 30 de novembro de 2015, que dava o pontapé inicial para o processo de reorganização das escolas. Também lembramos o Pronunciamento feito por Geraldo Alkmin na semana passada, dizendo que a reorganização escolar estava suspensa neste final de ano, e que no ano de 2016 haveria um tempo de diálogo com todas as escolas. Essa suspensão não garante o cancelamento da reestruturação escolar!

A proximidade entre o pronunciamento da suspensão e a publicação da revogação do decreto nº61.672 é uma artimanha para confundir a população e nos levar a pensar que já está tudo resolvido, que a luta dos estudantes não tem mais sentido, visando desmoralização do movimento. O Comando das Escolas Ocupadas, após discutir essas questões, se pronunciou exigindo uma audiência pública, amplamente convocada, a onde o governador deveria declarar de forma clara e concreta que o projeto de reorganização escolar será permanentemente cancelado.

A luta continua, seja ocupando as escolas ou as ruas!!!

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Estudantes da E. E. Ayrton Busch após saída da polícia.

DECLARAÇÃO DE APOIO ÀS OCUPAÇÕES DOS ESTUDANTES E DEMAIS MANIFESTAÇÕES CONTRA O SUCATEAMENTO DO SISTEMA PÚBLICO DE ENSINO


O CAPSI, Centro Acadêmico de Psicologia da UNESP Bauru vem declarar seu apoio ao movimento de ocupações das escolas estaduais paulistas, demais ocupações e manifestações comprometidas com a luta contra o sucateamento da educação pública gratuita.

            Em setembro deste ano o Secretário da Educação Estadual de São Paulo (SEE-SP) Herman Voorwald informou um processo de reorganização da rede de ensino publico do Estado de São Paulo proposto pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Este processo afetaria mais de 1.400 escolas e dentre elas cerca de 90 seriam fechadas. Neste mesmo mês professores, estudantes e entidades já se pronunciaram contrários a esta proposta, que continuou a ser encaminhada sem dar ouvido aos que seriam mais afetados.

A proposta de reorganização alega melhorar a educação pela separação dos 3 ciclos escolares (que seriam equivalentes ao fundamental I e II e ensino médio); a reorganização afetaria as escolas com mais de um ciclo visando estruturar toda a rede em escolas de ciclo único. Essa mudança alega trazer melhoras ao ensino e é justificada por uma suposta ociosidade de vagas existente na rede de ensino, que é calculada pautando-se em turmas mínimas de 40 alunos por sala (quantidade de estudantes que impede o fornecimento de um ensino de qualidade), afirma-se que a separação dos ciclos melhoraria a aprendizagem, argumento que não se sustenta em uma análise comprometida com processo ensino-aprendizagem, bem como a redução de custos no ensino.


Essa mudança trará diversos problemas como: (1) deslocamento dos estudantes que teriam menos opções de escolas para estudarem em cada ciclo, sendo que muitas delas podem ser demasiadamente distantes de suas residências (lembrando que temos um sistema de transporte precário e cada vez mais caro); pela separação em escolas diferentes entre irmãos, primos e vizinhos, que causa um problema no acompanhamento na locomoção das crianças fazendo com que o cuidador tenha que ir a duas escolas diferentes diariamente ou que as crianças mais velhas não possam acompanhar as mais novas ao local das aulas por serem distantes. (2) O impacto na vida dos trabalhadores já é sentido com decreto 61.466 que impediu a efetivação de professores aprovados no último concurso e proibiu a renovação de contratos (implementado após a divulgação d reorganização da rede), sem falar dos 40 mil funcionários da biblioteca, secretaria, limpeza e professores que seriam demitidos com o fechamento de escolas. (3) Dificuldade na organização pela defesa e conquista de direitos. A fragmentação física do sistema de ensino na distribuição dos estudantes por idade divide também os professores de cada ciclo, criando barreira na articulação da categoria que tem um histórico protagonista em importantes movimentos em defesa do ensino público e dos direitos democráticos.

     Uma maneira que os estudantes encontraram de serem notados ao demonstrarem o posicionamento de recusa dessa proposta de reestruturação e de defenderem melhorias nas escolas e no sistema de ensino, foram ocupando suas escolas. As ocupações começaram em São Paulo, recebidas com isolamento policial, retirada à força de apoiadores do movimento, utilização de spray de pimenta, agressões e assédio dos direitos civis. O governo já obteve a resposta da justiça de que o movimento se trata de uma questão política e não judicial policial, quando o Juiz Luiz Felipe derrubou a liminar do pedido de reintegração de posse de escolas que iniciaram o movimento.

         Em Bauru três escolas aderiram ao método de luta: E. E.  Stela Machado, E. E. Professor Ayrton Busch e E. E. Prof. Luiz Castanho de Almeida. No estado são mais de 170 ocupações. Uma tentativa de articulação está sendo feita com o Comando das Escolas Ocupadas aberto a todas as ocupações que estão na luta. Há também o chamado para a construção do Fórum Estadual Contra a Reorganização do Ensino, visando construir manifestações e paralisações de frente ampla.

Solidarizamos com o movimento e apoiamos as ações dos estudantes que utilizam o espaço escolar na construção da cidadania, reivindicando a participação na elaboração do sistema de educação público gratuito de qualidade, lutando contra a instalação do sucateamento que seria usado posteriormente como exemplo de fracasso administrativo, justificando a implementação de Parcerias Público Privadas ou privatizações completas, aviltando assim cada vez mais o acesso da população a direitos e liberdades básicas de todos os seres humanos.


CONTRA A PRECARIZAÇÃO #OCUPAESCOLA

NENHUMA PUNIÇÃO A ESTUDANTES, PROFESSORES E APOIADORES QUE LUTAM POR UM ENSINO PUBLICO GRATUIRO E DE QUALIDADE!

NÃO AO CORTE DE GASTOS E ÀS DEMISSÕES!

POR 10% DO PIB PARA A EDUCAÇÃO PÚBLICA E JÁ!



Bauru, 24 de novembro de 2015, CAPSI

Informes Psicologia

Alô alô amigos da psico, estamos aqui com mais um post de informes do Centro Acadêmico para vocês...
São diversos os recados que gostaríamos de passar! Aí vão:

1. A biblioteca aqui do nosso campus está com a exposição da edição especial do Livro Vermelho, de Jung, até dia 25 de março.
Maiores informações em:  http://bibliotecabauru.wordpress.com/ 

2. O problema de infra-estrutura das nossas instalações materiais não é novidade. Em 2009, aconteceu algo muito similar, vejam este vídeo:  http://www2.fc.unesp.br/capsi/chuva/ 
Tendo em vista a repetição desse absurdo, convidamos todos os alunos a participarem do Grupo de Discussão dia 20 de março, terça-feira, em frente a biblioteca, para que possamos nos mobilizar quanto a isso! 

3. O Instituto Ampliatta, nosso parceiro, ampliou a data de inscrição para alguns cursos, como o de Neuropsicologia. Maiores informações em:  http://ampliatta.com.br/cursos/neuropsicologia/ 

4. A SBP (Sociedade Brasileira de Psicologia) já está divulgando o encontro brasileiro, que ocorrerá em outubro. As inscrições para envios de trabalho tiveram sua data alterada. Ver:  http://www.r2012.sbponline.org.br/ 

5. O CAPSI está finalizando o fechamento de contrato com os convênios para os alunos que tiverem a carteirinha do Centro Acadêmico. Em breve, enviaremos informações do que será necessário para adquirir a carteirinha de estudante do CAPSI.

6. Estivemos no Conselho de Departamento semana passada e tivemos a data do nosso congresso aprovada para o calendário oficial. Anotem aí em suas agendas: do dia 28 de maio ao dia 2 de junho vocês estarão no melhor evento de Psicologia do Brasil (só que em Bauru! rs)


Obrigada pela atenção, psicos, em breve voltaremos com mais informes!
Abraços Capsianos,


Ato médico aprovado em uma das comissões de análise

O Ato médico foi aprovado em uma das comissões, mas deve passar ainda por duas.
O assunto toca diretamente a prática profissional do psicólogo, e tanto profissionais quanto envolvidos e estudantes da área, devem estar informados e mobilizar-se.

O Capsi ajuda! Não estamos conseguindo postar os textos na íntegra aqui no blog, por isso indicamos 2 links que julgamos interessantes para leitura.


1.Notícia sobre as mudanças do projeto (que foram aprovadas). http://www.faxaju.com.br/viz_conteudo.asp?id=133333

2. Site do CRP: http://www.crpsp.org.br/portal/midia/fiquedeolho_ver.aspx?id=446

Nós podemos ajudar, também, através do manifesto!
 http://www2.pol.org.br/main/manifesto_ato_medico.cfm

Eventos em Psicologia - 2012

Olá, psicos!!! :)
Já começamos 2012 e os eventos acadêmicos vão chegando por aí!
Milhaaaaares são as áreas que abrangem a Psicologia, e portanto diversos são os eventos que podem interessar a nós, alunos.

Você já se informou sobre os eventos de 2012?
É bom se programar, juntar uma graninha e se informar certinho.

O CAPSI ajuda! ;D

Lembrando que temos os nossos eventos locais a serem prestigiados: Semana e Congresso de Psicologia organizado por nós, do CAPSI;  a JAC Bauru, o fórum de Psicanálise (ainda não temos informação se ocorrerá, nem quando, mas quando tivermos, divulgamos!), o encontro do Neppem, o encontro da Abrapso local, dentre outros... sobre estes iremos informando-os conforme soubermos a quantas andam! :)

Sobre os eventos de fora, sugerimos os seguintes links:

Eventos no site do Conselho Regional de Psicologia - SP: http://www.crpsp.org.br/portal/eventos/agendacrpgeral.aspx
(aqui estão incluídos, principalmente, cursos de pós-graduação e aprimoramentos, mas há outras modalidades que podem interessar o público dos estudantes em geral).

Eventos gerais em Psicologia (cursos, encontros e palestras): http://www.psi.bvs.br/direve/xmlListT.php?xml[]=http://www.psi.bvs.br/cgi-bin/wxis.exe/?IsisScript=direve/main.xis|lang=pt&xsl=xsl/direve-main.xsl&lang=pt&xml[]=GET

Mostra Nacional de Práticas em Psicologia (este evento é interessante exatamente por sua abrangência! e ainda dá tempo de enviar trabalhos!) http://mostra.cfp.org.br/

Psicologia e Sexualidade: http://www.matoniette.psc.br/eventos.html

Eventos divulgados pela Sociedade Brasileira de Psicologia http://www.sbponline.org.br/noticias.php?tipo=1

Eventos gerais em diversos estados do Brasil, sobre Psicologia: http://www.cs7.com.br/psicologia/categoria-psicologia.html

Psicologia Hospitalar: http://www.sbph.org.br/site/eventos.php?action=search

Congressos pelo Brasil: http://www.psicoloucos.com/Congressos/congresso-psicologia-2012.html

Eventos Sociedade Brasileira de Psicanálise: http://www.sbpsp.org.br/atividades.html

Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira http://www.abrapso.org.br/informativo/view?ID_INFORMATIVO=296

JAC São Carlos (Ufscar) http://www.jac.ufscar.br/

Eventos divulgados pela ABPMC (Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental) http://abpmc.org.br/site/eventos

Eventos na área de Avaliação Psicológica: http://www.ibapnet.org.br/

Congresso Internacional de Psicologia - África do sul http://www.icp2012.com/user_data/FlyerA4-Portuguese.pdf

Congresso Latino Americano de Psicologia Junguiana http://www.clapj.com.br/

Eventos divulgados pelo CRP RJ http://www.crprj.org.br/agenda/

Congresso Internacional de Psicologia do Esporte (Maringá) http://www.psiesporte.com.br/site/novidades.php?noticia=55

Cursos e eventos divulgados pelo Instituto de Psicologia da USP (tem uma infinidade, de diversas áreas!) http://www.ip.usp.br/portal/index.php?option=com_content&view=category&id=45&Itemid=96&lang=pt

Congresso Internacional de Psicologia clínica (Espanha) http://www.ispcs.es/xcongreso/portugues/apresentacao.html

Principais congressos nacionais e internacionais de 2012: http://www.libertas.com.br/site/index.php?central=congresso_lista


Bom... como vocês podem ver, há muitos eventos, em diversos lugares e com diferentes intenções/objetivos!
Vale a pena fazer um esforço e participar de alguns deles! É importante para a formação profissional, e também pelos diversos contatos que eles proporcionam!

Se precisarem de ajuda, nos procurem.

Abraços capsianos!

Novidades

Olá, pessoal!
Pedimos desculpas pela falta de atualização do nosso blog, mas estamos voltando às ativas.

E com novidades.

No dia 22 de dezembro de 2011, era pra ter sido votado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal o PL do Ato Médico. Entretanto, nada foi deliberado e ainda não há data prevista para nova votação.

"Na terça-feira, 20 de dezembro de 2011, o CFP em conjunto com outras profissões da saúde fez mobilização no Senado Federal pela não aprovação do PL. O texto do chamado Ato Médico não é consenso entre as profissões da saúde. Em carta entregue aos senadores membros da CCJ, o Conselho Federal de Psicologia, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, o Conselho Federal de Enfermagem, o Conselho Federal de Fonoaudiologia e o Conselho Brasileiro de Óptica e Optometria, explicaram as razões: “o projeto fere não somente uma profissão, mas sim todo um paradigma de saúde que nosso país conquistou arduamente ao construir o Sistema Único de Saúde (SUS) e que, com ele, fortalece a ideia de que a saúde é uma construção multisetorial”."

E aqui está a carta:

Brasília - DF, 20 de dezembro de 2011.

Ao Exmo. Sr. Senador
Membro da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal
Brasília - DF

Ref.: Tramitação SCD 268/2002 – Ato Médico

Excelentíssimo Senador,

Nós, profissionais de saúde, nos manifestamos mais uma vez contrariamente à aprovação do
Projeto de Lei do Ato Médico (SCD 268/2002). Afinal, o projeto fere não somente uma
profissão, mas sim todo um paradigma de saúde que nosso país conquistou arduamente ao
construir o Sistema Único de Saúde (SUS) e que, com ele, fortalece a ideia de que a saúde é
uma construção multisetorial.
Na oportunidade, esclarecemos os enormes prejuízos que o texto do PL causaria à sociedade
brasileira caso fosse aprovado, impedindo o pleno exercício das demais profissões da área da
saúde, pois prejudica a autonomia de cada profissão e impede a organização de especialidades
multiprofissionais em saúde. Defendemos a autonomia das profissões, os avanços do SUS e a
atenção integral à saúde da população brasileira, que não são respeitados no presente texto do
SCD 268/2002.
Com esse espírito, apresentamos aos senadores nosso entendimento quanto à dificuldade de
consenso sobre o texto atualmente em estudo – posicionaamento que também manifestamos ao
relator da matéria, senador Antônio Carlos Valadares.
Deixamos claro que não somos contra a regulamentação da Medicina, pelo contrário,
pensamos que os médicos podem e devem trabalhar por isto como forma de a sociedade
reconhecer a competência específica destes profissionais. Mas isto não pode ser feito em
detrimento de qualquer outra profissão na área da saúde, que é o que acontece atualmente.
Assim, reiteramos que a aprovação do projeto de lei no formato como se apresenta,
desrespeita as particularidades cabidas ao tema, que ensejam grande responsabilidade na
tomada de decisão por parte dos legisladores.

Respeitosamente,

Dr. Roberto Mattar Cepeda
Presidente do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – COFFITO

Manoel Carlos Neri da Silva
Presidente do Conselho Federal de Enfermagem – COFEN

Humberto Verona
Presidente do Conselho Federal de Psicologia – CFP

Bianca Arruda Manchester de Queiroga
Presidente do Conselho Federal de Fonoaudiologia – CFF

Ricardo Bretas
Presidente do Conselho Brasileiro de Óptica e Optometria – CBOO





ps. Se você quiser inteirar-se das razões pelas quais a maior parte dos psicólogos é contra o ato médico, dirija-se ao link: http://www.naoaoatomedico.org.br/audio/manifesto_ato_medico_091215.pdf

Esclarecendo ...

Bom, pessoal.... todos estamos vendo o movimento que está acontecendo em diversas universidades, e de modo mais intenso na USP.
Como Centro Acadêmico, queremos ajudá-los a filtrar informações.
As mídias estão enviesando de todos os lados as informações do que anda acontecendo. Mais escancaradamente que o normal.
Encontramos um texto bem esclarecedor. Dêem uma lida, assim as discussões podem ser embasadas em argumentos mais profundos, menos superficiais...


Abraços Capsianos.



Somos alunos da ECA-USP e visto a falta de imparcialidade da mídia com referência aos últimos acontecimentos ocorridos dentro da Universidade de São Paulo, cremos ser importante divulgar o cenário real do que realmente se passa na USP. Alguns fatos importantes que gostaríamos de mostrar:

- O incidente do dia 27/10/11, quando 3 alunos foram pegos portando maconha, NÃO foi o ponto de partida das reivindicações estudantis. Aquele foi o estopim para insatisfações já existentes.

- Portanto, gostaíamos de explicitar que a legalização da maconha, seja dentro da Cidade Universitária ou em qualquer espaço público, não é uma reivindicação estudantil. Alguns grupos até estão discutindo essa questão, mas ela NÃO entra na pauta de discussões que estamos tendo na USP.

- Os alunos da USP NÃO são uma unidade. Dentro da Universidade há diversas unidades (FFLCH, FEA, Poli, etc.) e, dentro de cada unidade, grupos com diferentes opiniões. Por isso não se deve generalizar atitudes de minorias para uma universidade inteira. O que estamos fazendo, isso no geral, é sim discutir a situação atual em que se encontra a Universidade.

- O Movimento Estudantil, responsável pelos eventos recentes, NÃO é uma organização e tampouco possui membros fixos. Cada ação é deliberada em assembleia por alunos cuja presença é facultativa. O que há é uma liderança desse movimento, composta principalmente por membros do DCE (Diretório Central dos Estudantes) e dos CAs (Centros Acadêmicos) de cada unidade. Alguns são ligados a partidos políticos, outros não.

- Portanto, os meios pelos quais o Movimento Estudantil se mostra (invasões, pixações, etc.) não são decisão de maiorias e, portanto, são passíveis de reprovação. Seus fins (ou seja, os pontos reais que são discutidos), no entanto, têm adesão muito maior, com 3000 alunos na assembleia do dia 08/11.

- Apesar de reprovar os meio usados pelo Movimento Estudantil (invasões, depredação), não podemos desligitimar as reivindicações feitas por esses 3000 alunos. Os fatos não podem ser resumidos a uma atitude de uma parcela muito pequena dos universitários.

Sabendo do que esse movimento NÃO se trata, seguem suas reinvidicações: 

DISCUSSÃO DO CONVÊNIO PM-USP / MODELOS DE SEGURANÇA NA USP

A reivindicação estudantil não é: PM FORA DO CAMPUS, mas antes SEGURANÇA DENTRO DO CAMPUS. Os estudantes crêem na relação dessas reivindicações por três motivos:

A PM não é o melhor instrumento para aumentar a segurança, pois a falta de segurança da Cidade Universitária se deve, entre outros fatores, a um planejamento urbanístico antiquado, gerando grandes vazios. Iluminação apropriada, política preventiva de segurança e abertura do campus à populacão (gerando maior circulação de pessoas) seriam mais efeitas. Mas, acima de tudo...

A Guarda Universitária deve ser responsável pela segurança da universidade. Essa guarda já existe, mas está completamente sucateada. Falta contingente, treinamento, equipamento e uma legislação amparando sua atuação. Seria muito mais razoável aprimorá-la a permitir a PM no campus, principalmente porque...

A PM é instrumento de poder do Estado de São Paulo sobre a USP, que é uma autarquia e, como tal, deveria ter autonomia administrativa. O conceito de Universidade pressupõe a supremacia da ciência, sem submissão a interesses políticos e econômicos. A eleição indireta para reitor, com seleção pessoal por parte do governador do Estado, ilustra essa submissão. O atual reitor João Grandino Rodas, por exemplo, era homem forte do governo Serra antes de assumir o cargo.

POSTURA MAIS TRANSPARENTE DO REITOR RODAS / FIM DA PERSEGUIÇÃO AOS ALUNOS

Antes de tudo, independentemente de questões ideológicas, Rodas está sendo investigado pelo Ministério Público de São Paulo por corrupção, sob acusação de envolvimento em escândalos como nomeação a cargos públicos sem concurso (inclusive do filho de Suely Vilela, reitora anterior a Rodas), criação de cargos de Pró-Reitor Adjunto sem previsão orçamentária e autorização legal, e outros.

No mais, suas decisões são contrárias à autonomia administrativa que é direito de toda universidade. Depois de declarar-se a favor da privatização da universidade pública, suspendeu salários em ocasiões de greve, anunciou a demissão em massa de 270 funcionários e, principalmente, moveu processos contra alunos e funcionários envolvidos em protestos políticos.

Rodas, em suma: foi eleito indiretamente, faz uma gestão corrupta e destrói a autonomia universitária.

Você pode estar pensando…

MAS E O ALUNO MORTO NO ESTACIONAMENTO DA FEA-USP, ENTRE OUTRAS OCORRÊNCIAS?
Sobre o caso específico, a PM fazia blitz dentro da Cidade Universitária na noite do assassinato. Ainda é bom lembrar que a presença da PM já vinha se intensificando desde sua primeira entrada na USP, em Junho/2009 (entrada permitida por Rodas, então braço-direito de Serra). Mesmo assim, ela não alterou o número de ocorrências nesse período comparado com o período anterior a 2009. Ao contrário, iniciou um policiamento ostensivo, relugarmente enquadrando alunos, mesmo das unidades nas quais mais estudantes apoiam sua presence, como Poli e FEA.

MAS E A DIMINUIÇÃO DE 60% NA CRIMINALIDADE APÓS O CONVÊNIO USP-PM?
São dados corretos. Porém a estatística mostra que esta variação não está fora da variação anual na taxa de ocorrências dentro do campus ( http://bit.ly/sXlp0U ). A PM, portanto, não causou diminuição real da criminalidade na USP antes ou depois do convênio. Lembre-se: ela já estava presente no início do ano, quando a criminalidade disparou.

MAS, AFINAL, PARA QUE SERVE A TAL AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA?
Serve para que a Universidade possa cumprir suas funções da melhor maneira possível. De maneira simplista, são elas:
- Melhorar a sociedade com pesquisas científicas, sem depender de retorno financeiro imediato. 
- Formar cidadãos com um verdadeiro senso crítico, pois mera especialização profissional é papel de cursos técnicos e de tecnologia.

Importante: autonomia universitária total não existe. O dinheiro vem sim, do Governo, do contribuinte, porém a autonomia universitária não serve tirar responsabilidades da Universidade, mas sim para que ela possa cumprir essas responsabilidades melhor.

COMO ISSO ME AFETA? POR QUE EU DEVERIA APOIA-LOS?
As lutas que estão ocorrendo na USP são localizadas, mas tratam de temas GLOBAIS. São duas bandeiras: SEGURANÇA e CORRUPÇÃO, e acredito que opiniões sobre elas não sejam tão divergentes. Alguém apoia a corrupção? Alguem é contra segurança? 

O que você acha mais sensato:
- Rechaçar reivindicações justas por conta de depredações e atos reprováveis de uma minoria, ou;
- Aderir a essas mesmas reivindicações, propondo ações mais efetivas?

Você tem a liberdade de escolher, contra-argumentar ou mesmo ignorar.
Mas lembre-se de que liberdade só existe com esclarecimento.
Espero ter contribuído para isso.

Se você se interessa pelo assunto, pode começar lendo este depoimento: http://on.fb.me/szJwJt 

Bárbara Doro Zachi
Jannerson Xavier Borges

PS: Já que a desconfiança é com a mídia, evitamos linkar material de qualquer veículo.

Eleições do CAPSI chegando!

Oi pessoal!
As eleições do CAPSI estão chegando, e os integrantes da chapa candidata estão passando em salas para se apresentarem e contarem suas propostas.
Entretanto, sabendo que nem sempre é possível contemplar todos os alunos na passagem em salas, aqui vai a carta proposta e o nome dos candidatos a integrantes do Centro Academico.
As eleições ocorrerão dias 7, 8 e 9 de novembro; a Comissão Eleitoral passará em sala pegando os votos e haverá uma urna fixa no CPA.
Esperamos a participação de todos!



Caros alunos,


A Chapa “Cataclismo” vem por meio desta carta proposta expor suas ideias, metas e planos pleiteando a eleição para o Centro Acadêmico de Psicologia – CAPSI.
O CAPSI é notoriamente reconhecido por sua participação, mobilização e influência política dentro UNESP, tanto em nosso campus como em outros campi da UNESP em todo o estado. Assim, é esperado que aqueles que venham a assumir a Coordenadoria Executiva do Centro Acadêmico trabalhem com objetivos consonantes ao Movimento Estudantil, representando os interesses, necessidades e reivindicações dos discentes em todas as instâncias politicas em que se propor a participar, exigindo o cumprimento dos direitos estudantis, e lutando pela democracia e qualidade da Universidade Pública.
São evidentes os esforços e conquistas obtidos pelas gestões anteriores do CAPSI e, nesse sentido, a Chapa “Cataclismo” pretende dar continuidade aos ganhos obtidos até aqui. Porém, não pretendemos parar por aí, pois sabemos que existem muitas outras demandas em que o CAPSI pode atuar e, com esse objetivo, pretendemos realizar outras atividades que busquem uma maior representação e integração dos discentes.
Ao retomar o Estatuto do CAPSI, temos que a finalidade deste é a de defender e garantir os direitos de seus filiados; patrocinar os interesses de seus filiados; defender o ensino público e gratuito; prestar serviços à comunidade acadêmico do grupo; organizar, mobilizar e instruir seus filiados, para que possam garantir a democracia e a autonomia da universidade. Com esse objetivo a Chapa “Cataclismo” apresenta suas propostas:
• Recepção dos bixos e entrega do “Guia de informações”que prepararemos;
• Permanência na sede do CAPSI, para que os alunos possam buscar auxílio com mais facilidade e encontrem na sede do Centro Acadêmico um local para ocupação do espaço estudantil;
• Discussões e esclarecimento sobre o ENADE;
• Promover a venda das carteirinhas do CAPSI e busca por convênios relacionados a elas;
• Contato e comunicação mais efetivos com os alunos da Psicologia (blog, facebook, e-mail...)
• Melhorias e manutenção do patrimônio do CAPSI;
• Volta de articulação do Centro Acadêmico com o COREP;
• Reaproximação do DACEL e das demais entidades estudantis do Movimento Estudantil, e demais entidades de outros campus/universidades;
• Feirinha de doação de xerox, e de troca de Xerox;
• Cineclube organizado pelo CAPSI;
• Continuar com a representação efetiva dos alunos nos Conselhos (curso/departamento/CPA);
• Realizar a festa "The Oscar", o “Churras da alegria” e outras atividades com o objetivo de integração dos alunos;
• Realização a “Semana de Psicologia”;

Esperamos poder contar com o apoio de todos, não só no processo eleitoral, mas durante toda a gestão, através de ideias, críticas, ajuda e no que mais for preciso!

Atenciosamente,
Chapa “Cataclismo”

A Chapa “Cataclismo” é composta por:
Integração - Amanda Guedes de Oliveira; Política Interna - Felipe Bulzico da Silva, Sophia Miranda, Erick Herzog de Moraes; Política Externa - Nícolas de Freitas Zanluchi, Sérgio de Mello Júnior, Vanessa Eda Paz Leite; Comunicação e Cultura - Daniela Soares Ribeiro, Jorge Criscimani Filho, Raphael Bernardes; Secretaria e Documentação - Kaira Moraes Porto, Marcos Miguel Rezende, Jéssica Bispo Batista; Finanças – Ana Carla Vieira, Lucas Figueiredo Dias, Luiz A. Lourencetti; Eventos Maysa Machado, Bruno Pinho de Oliveira, Augusto Cesar Junta; Atividades Permanentes - Alvaro Zanini Netto, Renata Yumi Izo Bonadiu, Alberto Borges Valente Neto.